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25/02/2007

RABISCO



Rabisco

amor é algo em que se é indistinto e distingo os traços aços do seu rabisco e você me apresenta sem se apresentar sua poesia, seu eros da distância, seu eros da proximidade, e vejo borboletas entrelaçadas no ar, saltando, e são pássaros, e são insetos, e são folhas, e são gentes, e são seu tesão em vinho transfigurado nos sonhos que vejo, que desejo, que toco, que retoco, que ouço, que remoço, que degusto, que te gusto, que cheiro, que recheio, e você é minha extensão, os tatos atos de meus sentidos, e a saudade não tem idade, parece muito antes de mim, como se antes do ovo, antes do óvulo, do esperma, do gozo, algo-ouro-diamante-música-alegria-utopia-ressurreição-feto-paraíso-já e, antes de nascer, de escrever, de ser texto, de existir o mundo, antes/depois de Deus, no remotíssimo agora de não tê-la tendo, na tela-pintura de pintar-nos, a dois, a um, a mil, imagens em estrelas de nos darmos, de sermos dados, acaso do caso de um lance de dados e você não abolirá o acaso absoluto de fingir-se e fugir-se para as íris dos olhos da lua de seu estado de loba, e só quero ficar perto, e a distância não tem longe e a trago, porque no antes não tem depois, não tem tempo, não existem lugares, não tem o haver algo que haja, só o emaranhado de te ver com o sexo, te gozar com o olhos, te abraçar com a língua, te escutar com seu odor, te desejar com a saliva de seus poros, e seu cérebro é meu coração, e estou encouraçado, e quero, quero, quero, do jeito-livre, panteros, sua mordida, loba faminta, no clitóris do meu nome no seu nome: lume, lama, alma, no círculo de nosso circo, o curto-circuito, no cisco do risco, seu abdômen : é o rastilho da pólvora no barbante e, ante o volume deste instante, explodimos, diante da fúria dessa eternidade inconstante: .

Luís Eustáquio Soares
Nasci em Rio Pomba, Minas Gerais, onde passei minha infância. Nesse perturbado meio tempo entre a infância e a adolescência, mudei para Belo Horizonte, onde fiquei até maio de 2004. Atualmente moro em Vitória, Espírito Santo, onde sou professor adjunto de Teoria da Literatura, na Universidade Federal do Espírito Santo. Não tenho prêmio algum, literário, em meu currículo, nada de epopéias líricas de fotos e resenhas em jornais de circulação nacional, embora, publicados, tenha os seguintes livros: Paradoxias, romance, 1999, Cor vadia, poesia, 2002, Silvo de Luis Caixeiro, biografema, 2003, co-autoria com o poeta mineiro Wilmar Silva.

Caro amigo poeta, seu livro Cor Vadia passou a fazer parte dos meus livros de cabeceira. Obrigada por ter enviado mais este poema para o nosso blog.
Abraços
Renata

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