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15/03/2007

Luz e Sombra: Maria Antonieta Tatagiba- por Karina Fleury



Amigos.
Hoje é o Dia Nacional da Poesia. Segue um texto que escrevi em homenagem a nossa primeira poeta a ter um livro editado: Maria Antonieta Tatagiba.
Tive a pretensão de vê-lo publicado em meio oficial, porém o mesmo foi descartado, antes mesmo de ser lido, sob as seguintes alegações: "data quebrada [79 anos de falecimento da poeta] não vende jornal" e "não tem nada de original falar de Antonieta". Entendi que é assim que o poder vai enterrando a memória do nosso povo. Não me dei por abatida e a prova disso é que insisto em aproveitar a ocasião para falar aos que a conhecem e aos que ainda não. Espero que colaborem comigo nesta minha/nossa (e falo pelos outros que já vêm fazendo isso) tarefa de dar voz à Antonieta.
Agradeço-lhes a atenção e abraço-lhes.


LUZ E SOMBRA

13 de março de 1928: morre, aos 32 anos, a primeira poeta capixaba editada: Maria Antonieta Tatagiba.
“Patrona Espiritual” da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, é também patrona da cadeira 32 da Academia Espírito-santense de Letras. Antonieta Tatagiba era o nome de uma rua, em Jucutuquara - Vitória. Do Clube de Leitura “Maria Antonieta Tatagiba”, que funcionava na Escola Municipal Padre Anchieta, também em Jucutuquara, já não há mais vestígios.
Em 08/03/1941, no Clube Vitória, José Vieira Tatagiba, viúvo de Antonieta, revela seu anseio de ver reeditado Frauta agreste (1927), “com poesias que dele não constam”. No dia em que a poeta completaria 62 anos, 17/09/1957, A Gazeta publica um artigo de Annete de Castro onde se lê: “A nossa Academia [Feminina] tem um desejo e um projeto – restaurar o seu [de Antonieta] túmulo”. Depois, é a vez de Mesquita Neto, em 14/03/1959 (Dia Nacional da Poesia), registrar seus sentimentos pelos 31 anos de falecimento da “maior poetisa capixaba”. Ao final, diz: “‘Frauta Agreste’ deveria ser reeditado para conhecimento das novas gerações de intelectuais e amantes da boa poesia. É possível que, um dia, quem sabe?”.
Ao longo desses 79 anos, a poeta tem sido lembrada por estudiosos da literatura capixaba, pois seu nome faz parte de algumas antologias como as escritas por José Vitorino, Mendes Fradique, Assis Brasil, Elmo Elton, Agostino Lazzaro, Francisco Aurélio Ribeiro. Em 2006, por ocasião do II Bravos companheiros e fantasmas, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Letras/ Mestrado em Estudos Literários-UFES, Reinaldo Santos Neves, em entrevista ao jornal A Gazeta, destacou como “jóia rara” do evento a Mesa Especial: Maria Antonieta Tatagiba.
É uníssono o coro dos que reconheceram o valor literário da obra de Antonieta e sua importância como representante feminina da poesia capixaba do século passado. Mas, ainda assim, verificamos, estranhamente, um jogo de luz e sombra oscilando sobre seu vulto, sobre sua obra. A nosso ver não há uma outra saída senão nos tornarmos multiplicadores, divulgadores, leitores e amantes de sua poesia. “Acreditar nos capixabas, lê-los com prazer e gostar deles” apontou, certa vez, Francisco Aurélio. Para tanto, Frauta agreste precisa ser retirado de vez do ostracismo, precisa ser reeditado.
13 de março de 2007: renasce o “Sonho – eucharistia e vida dos poetas” e o desejo de ver brilhar, “altiva, ao vento, ao sol, á luz, / O teu manto florido de rainha...” (Frauta agreste).

Karina de Rezende Tavares Fleury
Mestranda em Estudos Literários (UFES)



Sugestão do Letra do e Fel:
http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Maria%20Antonieta%20Tatagiba

2 comentários:

Mão Branca disse...

Oi.
Sabe, venda de livros é um comércio como outro qualquer.
Ano que vem proponha editar novamente a poeta. Com 80 anos de sua morte, será diferente.
[]s

Maria Antonieta Tatagiba disse...

Em que eu poderia ajudar?
Sou a única neta mulher que ela teve e tenho o mesmo nome em sua homenagem.