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06/05/2007

Não há clichês num mundo outro...


Quando cheguei aqui
faz um tempo
sem lembranças
tudo o que vi e ouvi
assim como, as verdades que me disseram,
se tornaram o meu mundo.
Paredes moles da minha casa
jardim com flores carnívoros-vegetarianas
pássaros escam0- douradas e,
aquele sentimento de vazio
que sempre me inquietou.
__as cores não podem ser só estas!
eu sempre pensei assim
de onde vinham os pensamentos- estranhos?
pareciam não serem meus
Meus, os clichês?
um dia acreditei serem meus
todos os clichês,
ferramenta obrigatória para atuar neste
mundo que me intriga e aborrece
odeio clichês,
mas odiar clichê é o maior dos clichês,
na árvore genealógica da saudade
uma tela em branco
espera angustiada e,
quanto mais brancas e puras,
mais dizem nada.
E esperam pelo artista -louco
anseia ser algo mais
dependência misteriosa esta.
A matéria (re)clama
A matéria geme e eu ouço
Ninguém ouve a terra-matéria gritar
eu ouço e
choro-criança
a tela muda
tela cor, tela corpo
lágrimas da terra
(es)correm nas minhas veias
meu sangue chora
ouçam a terra! clichê,
Clichê, clichê, clichê...
Odeio clichês!
O maior dos clichês,
ser eu mesma
Ser só eu, quando eu sou mais
Talvez a somatória- resultado de uma raça ruim,
de gente que pensa não/Ser- gente
Que pensa que
no seu sangue
corre um liquido outro,
não as lágrimas da terra
Já senti na boca o gosto
da saliva da terra- mulher
que beija cada homem que nasce
apaixonadamente,
mas o homem não sente,
Pequenas lembranças sensórias
de quando eu cheguei (aqui) sem lembranças
Lembrei
o vento cura amnésia
Faz o corpo lembrar
lembrei de uma outra gente
de um mundo outro
gente outra que
mora num mundo de clichê
menos comprometido com a ignorância
Sim, eu sei que
o mundo É o mundo e pronto
Nasço, vivo (como posso) e morte
E o mundo continua
Indiferente
Não importa
Contradição?
importa, sim
deixar a marca na pedra
Uma inscrição:
“eu ouço a terra, eu sinto o sabor do seu beijo ”
Só isso.
E viver (como se pode),
E morrer como se deve
Feliz da vida

by renata bomfim

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