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14/01/2008

A conscientização é o melhor caminho para mudança!


“Cada um compartilha da responsabilidade
pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar
da família humana e de todos os seres vivos.”
Carta da Terra

Imagine que pretendêssemos apanhar todas as vacas de uma fazenda e, para
isso, equipássemos uma série de helicópteros de carga com enormes redes e
correntes de aço amarradas, em toda sua extensão, a pesadíssimos cilindros de
concreto armado.
À medida que os helicópteros fossem avançando sobre a
fazenda, além das vacas, eles iriam arrastando os cavalos, as galinhas, os patos,
o pomar, a horta, o celeiro, a casa da fazenda, o cachorro, a casa do cachorro,
o paiol, o fazendeiro, a mulher do fazendeiro, os empregados, as crianças, o
padre que passava por ali, e tudo mais que estivesse ao alcance dos cilindros.
Depois, bastaria catar as vacas no meio daquele entulho todo e descartar o
resto de qualquer jeito na primeira floresta que aparecesse.

Aí seria só limpar as correntes, esticar as redes e rumar para a próxima fazenda. Em poucos dias, teríamos apanhado umas duas mil vacas e deixado para trás milhares de hectares
devastados, sem a menor chance de recuperação.

Pois é exatamente assim que funciona a pesca industrial de camarão, de longe
a atividade pesqueira mais predatória que o ser humano já inventou. O camarão
rende apenas 2% do montante global pescado anualmente, mas responde
por 35% do desperdício total.

Esta e outras modalidades de pesca industrial são
responsáveis pelo chamado “descarte”, hoje avaliado em 27 milhões de
toneladas anuais, de peixes e outros organismos marinhos, considerados “do
tipo ou do tamanho errado”.

2 - Espécies marinhas que, há menos de 30 anos, sequer eram conhecidas pela ciência,
têm sido exploradas exaustivamente “graças” às inovações tecnológicas da indústria
pesqueira. São peixes que habitam oceanos profundos, a mais de mil metros
sob a superfície, e sobre os quais ainda pouco se sabe, a não ser que correm risco
iminente de extinção.

Peixes como o olho-de-vidro laranja – espécie que vive até 150 anos sob condições naturais! –,comuns em regiões abissais da Austrália e Nova Zelândia, são arrastados aos milhões por redes de profundidade e chegam aos consumidores de todo o mundo com preço elevado. Como são pequeninos, pode-se devorar em poucas dentadas um lindo animal de 80 ou 100 anos...

3 - As fazendas de aqüicultura que mais devastam o meio ambiente marinho e
os biomas litorâneos são as de salmão e camarão. Ora, quem consome salmão
e camarão? Como produzir 1 kg de salmão exige 6,2 kg de pescado, para alimentar
esses peixes caros as fazendas processam milhares de toneladas diárias
de peixes de pouco valor comercial, como a sardinha. Enquanto isso, as populações
desses peixinhos, que são um elo importante da cadeia alimentar marinha,
vêm declinando com velocidade assustadora. Mais de um terço das capturas
pesqueiras atuais vira comida ração para animais de cativeiro, e a proporção só
tende a aumentar com a formação de novas fazendas.

A vida nos oceanos está por um triz. Durante séculos, o homem pescou toneladas
anuais de peixes e outros frutos do mar e os estoques iam se recompondo
naturalmente. Desde os anos 1950, o cenário mudou de figura com o uso de
técnicas novas e “eficientes”. A pesca comercial se incrementou tecnologicamente
e resultou no “overfishing” – pesca em excesso, em inglês –, e está devastando
os oceanos num ritmo que promete colapso total em menos de quatro
décadas. É bom lembrar que, como sempre, a atividade humana predatória nos
oceanos provoca danos que afetam todas as pessoas, mas só “beneficia” poucos
privilegiados endinheirados.

Na pesca de camarão, as redes lançadas voltam
com alguns camarões e centenas de peixes, tartarugas,
corais, polvos, pássaros, tubarões e outras
espécies. Mortos ou agonizantes, são descartados
no mar logo após a separação dos camarões que
interessam. Para cada quilo de camarão, “sobram”
até 20 quilos de organismos mortos.
• Cerca de mil mamíferos marinhos são capturados
e mortos todos os dias,“sem querer”, por redes de
arrastão: golfinhos, botos, toninhas, focas e até baleias.
Calcula-se que, cada ano, até 150 mil tartarugas
marinhas sejam vitimadas pelas mesmas armadilhas
submarinas supostamente feitas para camarões.

• Na Ásia, devido à fama das barbatanas como iguaria
afrodisíaca, são mortos anualmente cerca de 100
milhões de tubarões de diversas espécies, muitas
quase extintas.
• Um dos fatores que mais causa preocupação aos
ambientalistas é que a idade e o tamanho dos peixes
vendidos no mercado vêm diminuindo drasticamente.
O imediatismo inconseqüente da atividade
pesqueira industrial tem retirado do mar cada vez
mais animais que não atingiram a maturidade sexual
e, portanto, não tiveram chance de se reproduzir.
De onde a indústria espera que venha a próxima
geração de peixes?
retirado da cartilha:
IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DO USO DE ANIMAISPARA ALIMENTAÇÃO

REALIZAÇÃO:
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
www.svb.org.br
Departamento de Meio Ambiente
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