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13/03/2008

Ode ao gato


Certamente algumas pessoas que não sentem muita simpatia pelos felinos lerão ao invés de ode (que significa canto) ao gato, ódio ao gato. Mas, de antemão aviso que, nesse texto, nem barata se mata. Sou o que pode se chamar de “gatófila” declarada, ou seja, acho os bichanos animais extraordinários.
Os gatos têm má fama, vamos admitir! Eu soube que tem até um palestrante por aí, faturando com isso e reforçando essa visão equivocada. Ele fala em suas apresentações sobre o homem do "tipo cachorro": fiel, honesto, amigo, bom, e o homem do "tipo gato": falso, perverso, mentiroso, ladrão, etc, o primeiro, um santo, o segundo, capeta peludo com sete vidas!
Mas por que será que tantos atributos negativos são destinados ao mais inofensivo membro da família dos felinos? É certo que o gato têm seu jeito de ser, ele não é dado a estardalhaços, mantém uma certa independência em relação ao seu dono, não é excessivamente carente e não abre mão de boas horas de sono.
Quem tem ou teve gato sabe que o felino escolhe o dono e não o contrário. O gato oferece amizade e amor de uma forma que muitas pessoas não compreendem, ou não suportam, o amor do gato é amor de liberdade. Acho que é por isso que muitos optem ter como bicho de estimação algum animal mais subserviente. Muitos chegam ao cúmulo da perversidade, e prenedem pássaros em gaiolas, não percebendo que presas estão as suas almas. Enfim, gatos são conquistados, assim como conquistamos amores e coisas preciosas que desejamos.

Um ditado popular chinês diz que “o cachorro é um romance, e o gato, um poema”. Sabemos que na idade média, os gatos eram enforcados juntamente com as mulheres acusadas de bruxaria, daí vem a imagem da bruxa com seu companheiro gato preto. Crendices que se arrastam até hoje, e fazem com que tantas atrocidades sejam feitas com os gatos. Pelo amor de Deus, tem gente que, quando vê um gato se arrepia e não sai de casa, imagine se essas pessoas virem um gato preto, numa sexta-feira treze, o que será que farão ou não farão?
Bem, deixo claro para vocês que também gosto dos cães, para mim, são amigos maravilhosos, não são nem melhores e nem piores que o gato, ou qualquer outro animal, são simplesmente diferentes, mas, igualmente especiais.
Voltando ao ditado chinês, o gato encarna a própria poesia, talvez por isso, seja amado por tantos artista e, principalmente por escritores. Jorge Amado certa vez declarou que, seu maior sonho era receber de presente um gato da raça Maine coon, Guimarães Rosa aos seus felinos, dedicou vários escritos, Cortázar tinha adoração por seu gato Flanele. Para Jorge Luiz Borges, depois de sua santa mãe, vinha o seu gato, e a lista de artistas é enorme , tem a Clarice Lispector, o Baudellaire, o T. S. Eliot dedicou um conjunto de poemas aos gatos, o Manuel Bandeira também elogiou os felinos, a poetisa Maria Lúcia Dal Farra escreveu: “Gatos tem o andar etéreo da hera sobre pedras” e Lorde Byron que possuem “beleza sem vaidade, força sem insolência, coragem sem ferocidade, todas as virtudes do homem sem vícios”.

Neruda conseguiu, a meu ver, captar extraordinariamente a essência felina, num trecho de seu poema intitulado Ode ao gato diz: “O homem quer /ser peixe e pássaro, /a serpente quisera ter asas, /o cachorro é um leão desorientado, /o engenheiro quer ser poeta, /a mosca estuda para andorinha, /o poeta trata de imitar a mosca, /mas o gato, /quer ser só gato /e todo gato é gato do bigode ao rabo, /do pressentimento à ratazana viva, /da noite até os seus olhos de ouro.”
Quanto a mim, a história-felina começa em 1996 quando a gatinha Lili, hoje com doze anos, entrou na minha vida. Ela fez com que eu amasse todos os gatos do mundo!
Finalizo deixando ao palestrante de que falei as palavras, que de certo não lhe ofenderão, “- sou uma gata, és um cão!”. Às pessoas que tem medo de gato e ainda cultivam a mentalidade medieval faço um pedido: - ao virem um gato preto numa noite de sexta-feira treze, fique feliz, pois é presságio de boa sorte. Miauuuuuuuu.

bai Renata Bomfim

2 comentários:

Leticia M. disse...

Adorei tua ode aos gatos, Renata, assim como adoro ver as fotos da Lili e do Elvis aqui no blog, com ares intelectuais.
Poxa, vontade de um gatinho perambulando por aqui...
Beijos,
Leticia.

Oliver disse...

Olá!

Amei o texto sobre estes amáveis felinos, são sem dúvida alguma exelentes companheiros, é uma pena que tantos ignorantes não sabem o quão é delicioso dividir espaço com estes maravilhosos "bichanos".

Sempre são tidos como vilões em filmes juvenis (o princípio de tanto ódio que os condena), vítimas de crenças estúpidas da mente humana (em especial de pessoas com cabecinhas macificadas) além de possuírem um passsado histórico muito trétrico vide às (novamente)crenças humanas.

como diz Leonardo da vince:

"O menor dos felinos é uma obra-prima" (amo esta frase hehe)

Abraços!