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30/03/2008

Quem sabe uma chuva de pétalas de rosas
Como desejou santa Tereza,
ao banhar nosso corpo lhe restaure a pureza,
religando-o ao divino?
Gotas de orvalho para potencializar o rito
de passagem, para outra dimensão,
a do sagrado.

Fantasia, delírio, logo pensarão!
Mas, quem já não foi picado pela serpente
do medo, do ódio e da mágoa?
Ou não teve o seu corpo contaminado
com os agrotóxicos da indiferença e da desilusão?
Eis que nossos póros estão obstruídos
para o outro, e nos olhos, grossas escamas
impedem a passagem da luz.

Quem sabe as rosas, possam devolver-nos
o frescor e a inocencia,
Para que desça sobre nós, do céu, a pomba
da gentileza, petencostes pós-moderno, às avessas.

Assim falaremos outras linguas: amabilidade,
cuidado, bem dizer.
Babel do saber e não do poder.
Pois onde há poder não há amor,
e onde o amor impera o sacrificio é sacro, santo,
ofício de doação per se.

Que surja uma nova era,
a era das rosas, era de ouro,
era de mim e do outro, era de nós.
Assim, nosso banho de rosas será dourado.

Um comentário:

Leticia M. disse...

Lindos versos, Renata!
Gostei demais.
Beijos da Leticia.