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04/03/2009

Vale do silêncio

o vale do silêncio
é cortado pelo rio do pranto
ele corre pelos sulcos da face
abre caminhos
inunda margens
rola pedras de saudades
que nuncam mais voltarão a ser as mesmas
àquele que entra no vale, resta, objetar-se
oferecer-se em sacrifício,
estar à mercê de um poder maior que,
contraditóriamente, são elos de ar e de sombras
que se dissipariam com um simples grito
esse canto escondido e excluído dos mapas da linguagem
tem salgueiros tristes
larajeiras perfumadas e venenosas
tem flores que crescem para baixo
os animais também são diferentes
O cachorro mia, o tigre pia
as águias comem milho triturado
e o homem, esse, esvaziado de seus sonhos
canta, celebrando o não ser e a estranheza.

4 comentários:

Jacinta Dantas disse...

No meu último post, também falo de silêncio, do silêncio da ausência. Acho bonito essa sintonia.
Um beijo

Noslen ed azuos disse...

Mapas da linguagem, viagens em palavras, gritos interiores, silêncio...

Bjs
ns

Opuntia disse...

Homem esvaziado de sonhos é oco. Estanheza mesmo!

EDER RIBEIRO disse...

é no silêncio que conversamos conosco mesmo e nos entendemos. bjos.