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06/07/2009

Florbela Espanca: a mulher e o mito

Florbela Espanca nasceu no dia 08 de dezembro de 1894, em Vila Viçosa, região do Alentejo português, é considerada, hoje, uma das mais importantes poetas portuguesas.
Florbela não teve sua obra reconhecida enquanto estava viva. Publicou dois livros, o Livro de Mágoas (1919) e o Livro de Sóror Saudade (1923), o Livro Charneca em Flor e Reliquiae foi publicado postumamente por Guido Batteli, um italiano que era professor visitante em Portugal.A poeta era fascinada pelos livros e muito inteligente, em uma carta a amiga Júlia Alves ela escreveu:
"Eu não sou em muitas coisas nada mulher; pouco de feminino tenho em quase todas as distrações de minha vida. Todas as ninharias pueris em que as mulheres se comprazem, toda a fina gentileza duns trabalhos em seda e oiro, as rendas, os bordados, a pintura, tudo isso que eu admiro e adoro em todas as mãos de mulher, não se dão bem nas minhas apenas talhadas para folhear livros que são, verdadeiramente, os meus mais queridos amigos e os meus inseparáveis companheiros. [...] Que desconsolo ser assim, minha Júlia! Ter apenas paciência para penetrar os arcanos duma alma que se fecha nas páginas dum livro, ter apenas gosto em chorar com Antônio Nobre, pensar em Vitor Hugo, troçar com Fialho de Almeida e rir suavemente, deliciosamente, com uma pontinha de ironia onde às vezes há lágrimas, com Júlio Dantas. Eu não devia ser assim, não é verdade? Mas sou..."
A poesia de Florbela é fascinante e cada dia desperta mais o interesse da academia. Eu leio a poeta desde os 15 anos de idade e a cada dia, sua obra se renova e ganha novos sentidos e significados. Eis dois de seus sonetos que mais gosto:
Eu não sou de ninguém
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Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há de ser luz do sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!

Há de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno inseto,
Vento que insufla as velas sobre os mastros!...

Há de ser Outro e Outro num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!

Passeio ao campo
Meu amor! Meu amante! Meu amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...
Pele doirada de alabastro antigo...
Frágeis mãos de madona florentina....
- Vamos correr e rir por entre o trigo!-

Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoilas rubras nos trigais maduros...
Água azulada a cintilar nas fontes...

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras!...
Vídeo onde o cantor Fagner interpreta a poesia Fanatismo, de Florbela Espanca

4 comentários:

Ramon Alcântara disse...

Já tou na torcida. Que seja aprovada com louvor e que role uma publicação. No aguardo!

abzz

renata disse...

VALEU RAMONNNNNNNNN!!!!
Que Deus te ouça!!! Olha, rapaz, que suador!!! mas foi um percurso de pesquisa muito legal,aprendi muito sobre a Florbela e sua época, espero que os professores e demais pessoas gostem da minha escrita...
Um abração
Renata

eurico disse...

Apresento-me como mais um torcedor. Pelo tema e pelo teu entusiamo com ele, tenho absoluta certeza do sucesso com a banca.

Parabéns pela postagem!

renata disse...

Valeu Eurico!!!!abraço amigo
Renata