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05/09/2009

Século XIX: a era do antifeminismo

No século XIX as mulheres se engajaram na luta pelos direitos dos menos favorecidos, eram “voluntárias não- pagas” nos serviços criados pelo governo para dar assistência aos pobres. O movimento feminista ligou sua luta a luta pelos direitos das minorias étnicas e bem como a luta pela paz (MICHEL, 1982, p. 61). A imprensa feminista foi o principal veículo de difusão dos ideais feministas das mulheres de classe média, cuja maior conquista foi o direito a educação para mulheres em todos os níveis. Estes movimentos sempre encontraram muita resistência e o caminho da mulher rumo a sua emancipação, não sido fácil.
A historiadora Andrée Michel (1982) nos diz que “o silêncio da história das mulheres, as advertências hipócritas, as caricaturas grosseiras, são mecanismos que escondem o desejo de mantê-las submissas”.
Na primeira metade do século XX, a mulher continuava reduzida à esfera privada. Outra historiadora, Michelle Perrot (1988) chamou a atenção para o fato de que nessa época, o papel da mulher era extremo, quase delirante no imaginário público e privado, seja no nível político, religioso ou poético. A igreja celebrava o culto à Virgem Maria, cujas aparições geram grandes peregrinações, e a república encarna-se numa mulher, a Marianne. Poetas e pintores cantam a mulher, na mesma proporção de sua misoginia cotidiana.
O antifeminismo acentua-se nesse século
, alimentado pelas conquistas femininas e apela para a restauração da figura do pai e dos valores viris. Em 1909 o manifesto futurista de Marinette apregoava “nós queremos glorificar a guerra- única higiene do mundo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas idéias que matam, o desprezo da mulher”.
Na história as relações de poder encontram-se no centro das relações, as mulheres se por um lado está reduzida ao âmbito do lar e torna-se a guardiã dos valores deste e defensora da dignidade de ser mãe. Maria torna-se o modelo para a santificação da mulher, ela tem a responsabilidade de cultivar a moral.
Na qualidade de esposa e mãe a mulher encontra algum reconhecimento, assim, ela defenderá a instituição do casamento e a família, pois aí se sustenta sua referencia e advêm o seu respeito. Socialmente a maternidade lhe renderá lucros, é o papel mais nobre que pode ser vivido por uma mulher, mas esta faceta limitará sua participação em outros aspectos da vida. Como mãe a mulher exercerá poder sobre o homem, ainda que este poder esteja limitado ao lar. Com seu poder diminuído dentro do lar, o homem é levado a adquirir maior poder fora desse domínio, o seu poder será medido pela capacidade que tem de ganhar dinheiro, ele torna-se provedor.
A valorização do papel de mãe será utilizada como mecanismo de controle e poder sobre a mulher.

Um comentário:

Anônimo disse...

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