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26/11/2009

Afins

Somos afins
máscaras que combinam na cor e na forma
Nos esgotamos e  testamos até o limite
Seguimos construindo pontes de bambu
que atravessamos sorrindo e cautelosos
ao sabor do vento balançados
ao sabor das incertezas do amanhã
experimentando doces e amargos

Somos afins, sim
a fome na boca da noite
e no escuro
lascivos e exaltados
nos devoramos até  não sobrar nada
deliramos banhados em lágrimas
de dor, de amor e de frustração
É tanta emoção sem nome
é vontade de cuidar
de preservar e de destruir
com carinho
e delicadeza.

Unhas na seda
Espinho na carne macia
Água e sangue brotando da rocha
Prazer e puríssima perversão
esse amor que se constrói
e  aniquila
nas raias da solidão.

4 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

Isso é químico, físico e anímico, é o amor em sua fórmula perfeita. Bjos.

Opuntia disse...

Belo poema! Somos mesmo assim: afins, a fins e a começos - muito antitéticos, como o amor.

Bjos

renata disse...

OLá Eder e Carla, obrigada pela visita! Como não lembrar do nosso querido Cacá (Camões) quando falamos de amor? ehehehehe
"é nunca contertar-se de contente [...] é ter com quem nos mata, lealdade" e de didi (diotima), maravilhosa, que afirmou a natureza de Eros e disse que este "é um demônio"?

abraços

Partido do Eco-socialismo disse...

"seguimos construindo pontes de bambu", como sinal de nossa precariedade, de nossa impermanência e transitoriedade, e por isso somos afins, porque nos tocamos e nos experimentamos e nos enfrentamos e, nus, nos provamos, porque somos incompletos, completamente.
é isso aí, renata, a cada poema, uma expressão singular.
saudações eco-socialistas
lluis