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28/08/2010

Roberto Almada: Bravos companheiros e Fantasmas IV

Fernanda Maia Lyrio e Geovana da Silva Martelo apresentaram no seminário do autor capixaba uma comunicação sobre o poeta mineiro, capixaba de coração, Roberto Almada que, a partir de 1961, passou a residir no ES. Em 1988 o poeta ingressou na Academia Espírito-Santense de Letras. Sua obra foi reunida em “DE FOLHAS VERSADAS, Seleção, notícia biográfica e estudo crítico de Deny Gomes” (Vitória, 1998), publicação da Secretaria Municipal de Cultura. O estudo de Fernanda e Geovana com o título: Quatro edificações: A mulher e a casa na poesia de Roberto Almada analisou quatro poemas desse escritor, buscando aspectos que associavam a fazer poético ao ato, propriamento dito, de construção. Este estudo encontrou ressonancia na obra de João Cabral de Melo Neto. Seguem alguns poemas de Almada, não os pesquisados, mas que também tratam dessa temática.

A casa onde ela é

A casa domina

o vale e a colina
de onde é raiz.

Ali se engastalha
Qual mênstruo-cicatriz —
—mortalha.

Vê-se-lhe o corte
lateral e a fronte
à morte.

Orvalha.
Longe um horizonte
pálido espalha

e o que é vão e o que é triste.
Ela resiste.
Se obstina.

Amanhece
Fenece
(ah vespertina!)


Muropoema

O muro não a prende

mas contorna.
Segue, retorna,
a limita e defende.

De outros pés

de outros olhos
de outras vozes
de outras vidas
no tempo consumidas
pois ele é o que és.

O muro deixa ver

um único abandono:
de morte e sono,
de não ser e ser.

O muro é que a levanta

e a ergue e a sustenta
à casa quando venta
e a tristeza é tanta.

O muro eu não o fiz

nem o cuidei ou vi
morrer do que morri
com a mesma cicatriz

que lhe corrói

e fere.
E dói na pele.

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