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20/09/2011

XIII CONGRESSO DE ESTUDOS LITERÁRIOS: Que autor sou eu? Deslocamentos, experiências, fronteiras

OLá amigos, a minha comunicação nesse congresso acontecerá no Simpósio 1: Pensamento liminar, narrativas e literaturas pós-coloniais. MESA 2 - Vozes da diáspora (Sala 1 do IC-3 – 14h30min às 16h10min). Dia 07 de outubro, 6ª feira, 13h30min às 17h30min. Estão convidados!
Segue o resumo:

O PRINCÍPIO REVOLUCIONÁRIO DA POESIA HISPANO-AMERICANA NA POÉTICA DE RUBÉN DARÍO
XXXXXXXXX Profa. Me. Renata O. Bomfim (Doutoranda-Ufes)

Propomos analisar questões relacionadas à poética e a política a partir da obra de Rubén Darío (1867- 1915), poeta nicaraguense que abriu um novo espaço canônico para a poesia hispano-americana. Rubén Darío é considerado o criador do Modernismo hispano-americano que irrompeu com a “geração de 98”, tempo marcado por variadas revoluções na América Latina. Sob o signo da modernidade, Darío escreveu textos que responderam, literariamente, às questões sócio-políticas de sua época. Ele escreveu sobre a intervenção dos Estados Unidos no Panamá, em 1903, por meio daquele que é considerado o primeiro grande poema político da literatura latino-americana, o poema A Roosevelt. Nessa obra antológica ressoam muitos “nãos” e o poeta faz a pergunta: “¿Seremos entregados a los bárbaros fieros?/ ¿Tantos miliones de hombres hablaremos inglês?/ ¿Ya no hai nobre hidalgos ni bravos caballeros ?/ ¿Callaremos ahora para llorar despues?.”
A temática revolucionária replicou-se em outros poemas darianos reunidos na obra Cantos de Vida y Esperança, de 1905. O Chileno Francisco Contreras tomou como ponto de partida este livro para descrever a irrupção dos problemas nacionais na literatura da América Latina e apontou Darío como o poeta fundador da lírica hispano-americana, como o fez também o poeta e critico literário Octávio Paz. Para falar das questões relacionadas à poética como forma de resistência aos discursos totalizantes e hegemônicos, bem como, de uma Modernidade inscrita sob o signo da revolução, utilizaremos como arcabouços teóricos os pensadores Jacques Rancière, para quem “a escrita é coisa política”; Deleuze e Gattari, que apontam estar interpenetrados à língua, no âmago da máquina abstrata da linguagem, o campo social e os problemas políticos; e Frantz Fanon, para quem o militante político é o combatente, e fazer guerra e fazer política é uma coisa só”.
Importa destacar também que, Rubén Darío influenciou fortemente, tanto pela afirmação, quanto pela negação, a geração de escritores que lhe sucedeu. Poetas como Vallejo, Arguedas, Gullén, Carpentier, Rulfo, Cesaire, Pablo Neruda, Jorge Amado, Florbela Espanca, foram marcados por suas visões de países longínquos ou impossíveis. A errância, outro tema amplamente cantado pelo poeta cosmopolita/errante, ressoou em escritores como José Maria Egurem, Vicente Huidobro, Haroldo de Campos e Jorge Luiz Borges que afirmaria, em 1955, “nossa pátria é a humanidade”. A poesia de Rubén Darío sobreviveu às mudanças e rupturas das vanguardas e segue sendo lida com grande interesse até hoje. Os estudos pós-coloniais nessa análise, especialmente pelo fato de não se fecharem em teorias totalizantes e colocarem em xeque a histórica contada pelo prisma do colonizador europeu, será um de nossos norteadores. Dessa forma, propomos pensar as questões referentes à política e a poética dando visibilidade aos elementos que conferem caráter revolucionário a poesia.

Palavras- chave: Rubén Darío; pós-colonialismo; modernismo hispano-americano.

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