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18/10/2011

Erosão

Algo ruiu
Há um buraco no meu peito,
uma cratera.
Erosão em movimento,
parece que não tem jeito,
parece que não tem cura,
esse isso que me assombra,
essa poesia arrancada da pedra,
verbos e palavras em desalinho.
Fome de amor, de saber, fome
sei lá de que... Sou toda boca!
Ânsia de poupar a carne,
de evitar sofrimentos,
enquanto um cutelo corta
meus membros.
Chega de teorias,
Quero relembrar a unidade,
quero ser uma só coisa e
não o ser, ainda.
Ser e estar em trânsito, de passagem,
curtir o exílio e as despedidas.
Ser a criança que aprende a andar
e olha para o mundo ao redor espantada.
As inquietações que abalam as certezas
são pedras soltas pelo caminho,
são setas pontiagudas e certeiras,
e eu preciso de todas elas cravadas
no recondito do meu esburacado peito.
Guardarei saudades dos terremotos
que fizeram os dias parecerem noites sem fim.
Amo tudo isso!
Preciso de tudo isso para não esquecer
o fez de mim quem sou,
para eu não morrer antes do tempo.
Frente aos escombros de mim mesma,
ao pouco que ficou inteiro,
contabilizando o que, de mim, sobrou,
decido reconstruir.
Decido juntar, reunir, agregar e, para tal,
acolho este vazio- peitoral, autoral,
existencial,  tal e coisa, o sem fim, o nada...
Inflo com ar os pulmões e, surpresa,
Brotam heras nas áreas degradadas.
renatabomfim

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