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18/03/2012

eu canto o Amor

eu canto o Amor
canhestra, acanhada e
reverentemente
meus lábios vibram
quando evoco a força
desse mantra: Amor!

de diferentes formas
tento arrancar de dentro
as letras do nome,
uma a uma:
A- M- O- R
para  depois fazê-las voar,
por aí, por qualquer lugar

arrisco ficar de fora
dos catálogos, antologias nacionais e
internacionais, dos jornais, dos púlpitos e anuários
pois, os eruditos e os cientistas implicam
com o amor, e com quem ousa evocar
a sua potência de produzir vulnerabilidade
peço desculpas aos cínicos
sinceramente, eu não queria causar constrangimentos
não queria ser essa mulher que deita e rola
na mísera narrativa de suas ausências e faltas
mas sou inacabada, precária, fugaz

eu canto o amor porque desejo sentir o amor
do pássaro pela montanha
da montanha pelo rio
da terra pelo céu e do infinito,
(que anseio tocar com a ponta dos dedos)
por todos nós

Eu canto o amor
para oxigenar o ser que sou  e
imantá-lo de utopia
para vislumbrar o porvir
para fazer o que é mais banal reluzir
como o ouro, ou o sol

eu canto porque existe a noite escura
as estrelas e o vento
os insetos e os pássaros:
todos eles mestres do silêncio
Eu bebo o silêncio!
por isso canto as mãos unidas
do monge que medita
canto o perto e o longe
canto o olhar da criança para o seio materno
ela quer beber vida
eu também quero beber a vida
as árvores me alimentarão

falta algo
por isso eu canto o amor
em meu nome e
em nome de ninguém e do nada
canto para aquilo que desconheço
para que, na precariedade
e no efêmro dos minutos que se atropelam,
algo tremendo aconteça

Para que meus olhos vejam
a Paz concretizada:
animais livres da agressão
todos com agua, vinho, pão e casa
as florestas preservadas
os rios fluindo saudáveis
livres de contaminação
a Paz!

Paz!
Eu quero beber da Paz!

Eu canto por um milagre
Canto para que haja uma conversão coletiva
e que os povos celebrem o encontro
com as suas linhagens perdidas:
elo que tanto buscam:
o ancestral
pai/mãe transpessoal
de todos e de ninguém
o Amor

renatabomfim

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