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03/07/2012

El Estrecho Dudoso, de Ernesto Cardenal (XIV Congresso de Estudos Literários da Ufes)


El Estrecho Dudoso.
 Olá amigos internautas,
Acabei de receber o aceite do  trabalho A REESCRITA DA HISTÓRIA COLONIAL NICARAGUENSE EM O ESTREITO DUVIDOSO, DE ERNESTO CARDENAL, no XIV Congresso de Estudos Literários da Ufes, que acontecerá nos dias 15 e 16 de outubro de 2012. Ernesto Cardenal (1925) nasceu em Granada, Nicarágua, e é um dos poetas vivos mais importantes da América Latina. Cardenal foi ordenado padre em 1965, logo, declarou-se “marxista por Cristo e por seu evangelho”, e participou de forma ativa da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), lutando pela democratização da Nicarágua. Com o triunfo da revolução nicaragüense, em 1979, ele se tornou Ministro da Cultura. O poeta possui uma vasta obra na qual poética e política se imbricam. O Estreito Duvidoso foi publicado pela primeira vez em 1966 e é composto por vinte e cinco textos poéticos, ou cantos. O título do livro remete à crença, por parte dos espanhóis, na existência de um estreito pluvial que uniria os Oceanos Atlântico e Pacifico que facilitaria o transporte de especiarias. Nessa obra Cardenal se apropria de lendas presentes no imaginário popular, como a do estreito inexistente, e de mitos e registros históricos, para contar uma outra história da colonização da América Central. O poeta reescreve episódios da colonização nicaragüense, tomando como início do percurso poético a passagem de Cristóvão Colombo pelo Cabo Graças a Deus, na Nicarágua, em 1502. O sistema colonial possui uma lógica maniqueísta, e ao colonizador europeu não bastou encerrar o povo nas malhas da dominação, mas, por uma espécie de perversão da lógica, ele buscou esvaziar o colonizado de suas referências, deformando o seu passado, apagando a sua história. Ciente do poder legitimador do discurso, os espanhóis o construíram de acordo com o seu interesse, silenciando as vozes dos povos que subjugaram, e suprimindo e apagando os registros de sua resistência. Proponho investigar, tendo como aporte a teoria pós-colonial, de que forma a poética cardeliana rompe com o discurso totalizante do colonizador, com vistas a dar visibilidade à dimensão política da resistência dos povos indígenas. Além da busca pelos traços de resistência indígena na obra em questão, investigaremos como Cardenal, estrategicamente, transformou acontecimentos históricos do passado em crítica social e política ao governo nicaragüense ditatorial de Anastácio Somoza. Contamos nessa pesquisa com as contribuições teóricas dos autores Mikhail Bakhtin, Boaventura de Souza Santos, Edward Said, Octávio Paz, Jorge Eduardo Arellano, Roberto Fernandéz Retamar, Alfredo Bozi, Thomas Bonicci, Henrique Dussel, Frantz Fanon, Sthuart Hall e Jacques Ranciére.
*Muitas fontes, mas já estou no finalzinho do artigo e depois que apresentá-lo eu posto para vocês conferirem. Aos amigos capixabas, assim que souber o horário da mesa eu divulgarei. Abraços-Renata.

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