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09/10/2012

A REESCRITA DA HISTÓRIA COLONIAL NICARAGUENSE EM O ESTREITO DUVIDOSO, DE ERNESTO CARDENAL (por Renata Bomfim)

Amigos capixabas, quero convidá-los para assistir ao SIMPÓSIO 5. TEORIAS DO TEXTO POÉTICO Coordenadores: Wilberth Salgueiro e Ernesto Pachito, no
auditório do IC-2 DIA 15/10/2012, as 14 horas. UFES.


Mesa IX: Waly Salomão, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Rubén Darío, Nietzsche, Álvaro de Campos, Clarice Lispector, Ernesto Cardenal, Nicolas Behr, Alex Polari, Francisco Alvim 1. Raimundo Lopes Matos (UESB) / WALY SALOMÃO: UMA LEITURA DO POEMA "CÂNTICOS DOS CÂNTICOS DE SALOMÃO" NUMA PERSPECTIVA DE POÉTICA, ARTE E CULTURA

2. Adolfo Miranda Oleare (IFES) / CADA UM AMA SEU RITMO – BENDITO SEJA O MESMO SOL
3. Danilo Barcelos Corrêa (UFES/Capes) / LEITURAS DA CONSTRUÇÃO DO EU E DE SUAS FLUTUAÇÕES EM
A PASSAGEM DAS HORAS, DE ÁLVARO DE CAMPOS/FERNANDO PESSOA
4. Leda Mara Ferreira (UFES)/ "AMOR" – A PERDA DA REALIDADE, NA NARRATIVA CLARICEANA
5. Renata Oliveira Bomfim (UFES/CNPq-Fapes) / A REESCRITA DA HISTÓRIA COLONIAL NICARAGUENSE EM O ESTREITO DUVIDOSO, DE ERNESTO CARDENAL
6. Leandra Postay (UFES); Wilberth Salgueiro (UFES/CNPq) / "DIREITOS, DIREITOS, HUMANOS À PARTE": A VIDA NO ANDAR DE BAIXO EM VERSOS DE NICOLAS BEHR
7. Laiane Menezes (UFES/Capes); Wilberth Salgueiro (UFES/CNPq) / AURORA MARIA NASCIMENTO FURTADO: O TESTEMUNHO POÉTICO DE ALEX POLARI EM "RÉQUIEM PARA UMA AURORA DE CARNE E OSSO" (1978)
8. Fernando Fiorese (UFJF) / HISTÓRIA ABREVIADA: SOBRE UM POEMA DE FRANCISCO ALVIM



A REESCRITA DA HISTÓRIA COLONIAL NICARAGUENSE EM O ESTREITO DUVIDOSO, DE ERNESTO CARDENAL

Ernesto Cardenal (1925) nasceu em Granada, Nicarágua, e é um dos poetas vivos mais importantes da América Latina. Cardenal foi ordenado padre em 1965, logo, declarou-se "marxista por Cristo e por seu evangelho", e participou de forma ativa da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), lutando pela democratização da Nicarágua. Com o triunfo da revolução nicaraguense, em 1979, ele se tornou Ministro da Cultura. O poeta possui uma vasta obra na qual poética e política se imbricam.
O estreito duvidoso foi publicado pela primeira vez em 1966, e é composto por vinte e cinco textos poéticos, ou cantos. O título do livro remete à crença, por parte dos espanhóis, na existência de um estreito pluvial que uniria os Oceanos Atlântico e Pacifico que facilitaria o transporte de especiarias. Nessa obra Cardenal se apropria de lendas presentes no imaginário popular, como a do estreito inexistente, e de mitos e registros históricos, para contar uma outra história da colonização da América Central. O poeta reescreve episódios da colonização nicaraguense, tomando como início do percurso poético a chegada de Cristóvão Colombo ao Cabo Graças a Deus, na Nicarágua, em 1502. O sistema colonial possui uma lógica maniqueísta, e ao colonizador europeu não bastou encerrar o povo nas malhas da dominação, mas, por uma espécie de perversão da lógica, ele buscou esvaziar o colonizado de suas referências, deformando o seu passado, apagando a sua história. Ciente do poder legitimador do discurso, os espanhóis o construíram de acordo com o seu interesse, silenciando as vozes dos povos que subjugaram, e suprimindo e apagando os registros de sua resistência. Propomos investigar, tendo como aporte a teoria pós-colonial, de que forma a poética cardeliana rompe com o discurso totalizante do colonizador, com vistas a dar visibilidade à dimensão política da resistência dos povos indígenas. O pós-colonial designa um período que sucedeu a independência das colônias, mas, enquanto linha de pesquisa, ele ganha a acepção de um discurso capaz de desconstruir a narrativa colonial, criando condições para que narrativas escritas do ponto de vista do colonizado sejam escutadas. Além da busca pelos traços de resistência indígena na obra em questão, investigaremos como Cardenal, estrategicamente, transformou acontecimentos históricos do passado em crítica social e política ao governo nicaraguense ditatorial de Anastácio Somoza. Contamos nessa pesquisa com as contribuições teóricas dos autores Mikhail Bakhtin, Boaventura de Souza Santos, Edward Said, Octavio Paz, Jorge Eduardo Arellano, Roberto Fernandéz Retamar, Alfredo Bosi, Thomas Bonicci, Henrique Dussel, Frantz Fanon, Stuart Hall e Jacques Rancière.
Palavras-chave: Pós-colonialismo. Ernesto Cardenal. Poesia nicaraguense.

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