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29/04/2013

Poemas de Remisson Aniceto

Olá amigos internautas,
tenho a alegria de publicar no Letra e fel uma mostra da poesia de Remisson Aniceto, mineirinho lá de Nova Era. Desde menino Remisson foi amigo das letras, segundo ele "cedo tomou gosto pela leitura" e lia até bula de remédio. Começou a escrever aos oito anos e pouco depois lia alguns clássicos na biblioteca pública (não tinha condições de comprar livros). Dessa forma conheceu Machado, Cecília, Sabino, Quintana, Pessoa, Eça, Goethe, Rilke, Garcia Marquez... Remisson mudou-se para São Paulo em 1979 e é editor da Revista PROTEXTO que recebe contribuições nos campos da literatura, teatro, cinema, educação, etc.
 
 
Seguem alguns poemas de Remisson:

Fragmentos

Dorme, que a vida é fracionada em dias e noites
como o sol que nasce e morre a cada dia.
Vive intensamente tuas dezenas, centenas
ou milhares de dias e dorme, dorme serenamente
para talvez despertar para um novo dia, uma nova vida,
vida dividida em vidas,
como quando abrem-se as cortinas e,
primeiro ato, cena um, a vida entra em ação!
E, segundo ato, segunda cena,
vários atos e várias cenas
e o pano desce.
Noite.
No seguinte dia, se se vive, reinicia-se
involuntariamente a mesma peça
em vários atos,
em várias cenas
com talvez o mesmo e mais outro e outro elenco.
Em cena encena naturalmente
que a vida é fracionada em tomos,
dorme, vive, vive e dorme serenamente,
que na medula da vida tudo surge de repente,
sem preparo, sem rubricas.
Tanta coisa
nascemorrenascemorrenascemorrenasce...
todos os dias, todas as noites.
Isto, enquanto há olhos, vê-se.
E se não se acorda, sabe-se?
Atores de palcos antigos, de peças passadas,
de lidos tomos, de atos findos
ainda não me disseram.
 

Poema furtivo
 
 
O poeta ao falar de si fala dos outros,
que cada um tem um quê do outro.
Tudo é como se fosse um amarrio de cordas
seguidas, compassadas, continuadas.
O poeta ao falar dos outros fala de si,
que cada um outro tem um quê de nós,
cada um vive a vida alheia sem saber
e morre na morte do outro.
Cada poema é impessoal, é de todos,
ainda que impregnado de evidências da mão.
O meu seu poema dele não existe.


Transición
 
Es tan frío el hueco y tan oscuro el huerto
donde depositan mi cuerpo doliente!
_ ¿Como el hueco es frío si el cuerpo está muerto?
A partir de ahora sólo el alma siente...
 
Ah! Esta cama tosca donde estoy echado
y este cuarto oscuro y tan bien cerrado!
Quiero levantarme, pero estoy cansado...
¿Que rumor es ese en el cuarto al lado?
 
Hay un jardín cerca: siento aroma a flores.
Quiero levantarme, pero estoy cansado...
Estoy tan cansado pero sin dolores.
Y el rumor aumenta en el cuarto al lado.
_ ¡Bajen el cajón! _ dice alguno ahora.
¿Quien murió en tanto estuve durmiendo?
Cercano a la puerta oigo alguien que llora,
lamenta la suerte de quien va partiendo.
 
Quiero levantarme, con fuerza tamaña
inertes mis manos y mi cuerpo duro.
Reza el sacerdote en una lengua extraña,
mientras quedo preso en este cuarto oscuro.
 
Va cayendo tierra sobre el tejado.
Parece que el mundo se está derrumbando...
El aire me falta en el cuarto cerrado
y una multitud está afuera llorando.
 
Siento un temblor leve, un escalofrío...
Ya casi nada más estoy sintiendo.
¿Por qué no me sacan de este cuarto frío?
Alguien murió mientras estuve durmiendo.
Es tan frío el hueco y tan oscuro el huerto
donde depositan mi cuerpo doliente!
_ ¿Como el hueco es frío si el cuerpo está muerto?
A partir de ahora sólo el alma siente...
 
Traducción: Graciela Cariello
 

Fantasia
 
XXXXXXX Para Rosangela de Fátima
 
Ó bela Flor, purpúrea, serena,
de sutil formosura, eflúvio de rosas...
Desvelada Flor, sublime, amena,
mescla escarlate das veias ardorosas.
 
Ó infinita Flor, plácida, aérea,
rubra Fl or dos meus anseios...
Visão indel? ?vel, magicamente etérea,
lampejo de cor dos devaneios...
 
Ó Ros'angelical, rósea Flor mirim,
fulgente glória dos meus sonhos,
cobre-me com pétalas carmim!
 
Ó majestosa Flor, pujante e sincera,
sê real! Dissipa a névoa do medonho,
ó inefável Flor de Quimera... 

Nasci em Nova Era (MG), município vizinho da Itabira de Drummond. No início dos anos 80, imaginava que um dia poderia ultrapassar as montanhas para vê-lo, mas, como o poeta havia advertido bem antes: "tinha uma pedra no meio do caminho". Em 1987 Drummond viajou definitivamente.
Tenho livros virtuais e  coletâneas publicados, alguns esgotados.Escrevo para sites e revistas de literatura, e fui agraciado com alguns prêmios de contos e poesia. Continuo escrevendo poesias, artigos sobre educação e crônicas, muitos já traduzidos para outros idiomas. A minha Revista PROTEXTO encontra-se de portas abertas para todos que queiram escrever e ler bons textos.

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