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16/07/2013

Poética e política: diálogos intercontinentais entre Florbela Espanca e Rubén Darío (parte 2)

Olá amigos, em dezembro de 2011 eu estava arrumando as malas para voar para Portugal, para participar do I Colóquio Internacional Florbela Espanca. Evento único e inesquecível, onde pude encontrar os amigos do grupo de estudo do CNPq e a querida professora Maria Lúcia Dal Farra. Não posso deixar de destacar que foi nesse encontro que conheci a professora da Uévora Ana Luisa Vilela e lhe falei sobre a possibilidade de cumprir a bolsa sanduíche de doutorado em Portugal. 

Bem, depois do Colóquio Florbela Espanca estive duas vezes na Nicarágua pesquisando a vida e a obra de Darío. Estive em León, na Cidade Darío, em Granada, em Manágua, visitei o Cosibolca, me encantei com o Momotombo, e fiz muitos bons amigos... Nicarágua, terra da poesia!... 

Agora, estou preparando as malas para voar para Portugal e aprofundar os estudos que desenvolvo desde o mestrado sobre Florbela Espanca. Obrigada a professora Ana Luisa pelo carinho com que aceitou me co-orientar, e não posso deixar de registrar o agradecimento a minha orientadora a professora Ester Abreu Vieira de Oliveira, sempre presente e à CAPES pelo subsídio... 

Estou animada e conto com o apoio e carinho dos amigos portugueses para não sofrer muito com o afastamento temporário das "jóias da minha coroa"... Segue o resumo da minha apresentação no Colóquio Florbela Espanca/2011.
Abraços
Renata

Poética e política: diálogos intercontinentais entre 
Florbela Espanca e Rubén Darío

Renata Bomfim- doutoranda em letras pela UFES/ FAPES

A poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930) e o poeta nicaraguense Rubén Darío (1867-1915) são personalidades literárias cuja relevância das obras e legado de resistência aos discursos autoritários, via poesia, têm despertado na contemporaneidade o interesse, tanto do público leitor, quanto de pesquisadores. Embora tenham nascido em continentes diferentes e cumprido percursos literários singulares, Florbela e Darío compartilharam da mesma modernidade, tempos de autodestruição criativa, aspecto que pode ser observado no desejo de ambos em romper com a tradição e com o status quo. Se a poética de Florbela Espanca transgrediu com o ideário feminino de sua época, encontraremos na poética de Rubén Darío uma ruptura com o cânone literário, que contribuirá para com a renovação das letras hispano-americanas e marcará o surgimento do primeiro movimento genuinamente hispano-americano, o Modernismo. A relação entre as poéticas de Florbela Espanca e de Rubén Darío são ainda, pouco estudadas, o que nos causa estranheza, pois o conhecimento da obra deste poeta é relevante para uma compreensão da lírica hispano-americana e, no caso em questão, para o entendimento da obra Charneca em Flor, de FlorbelaProponho, por meio deste estudo que denominei Poética e política: diálogos intercontinentais entre Florbela Espanca e Rubén Darío, refletir de que forma a obra de Florbela Espanca dialoga com a obra de Rubén Darío, bem como, analisar possíveis motivações que fizeram com que ambos fossem acusados pela crítica, durante muito tempo, de não terem envolvimento político. Mas, se a “uma sociedade dividida corresponde uma poesia em rebelião”, como destacou Octávio Paz, é possível observarmos nas poéticas de Florbela e de Darío formas singulares de engajamento que questionam essa alienação. Dois biomas diferentes que se complementam sob a filosofia de Eros, a selva sagrada de Rubén Darío e a Charneca rude de Florbela Espanca, um encontro entre a “princesa das quimeras” e o “príncipe das letras castelhanas”, interlocução que, a nosso ver, demanda investigação.


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