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20/10/2013

INAUGURADO EM VILA VIÇOSA O MEMORIAL FLORBELA ESPANCA, MARCO SIMBÓLICO DA CASA ONDE NASCEU A POETISA PORTUGUESA

Noite de inauguração do memorial
eu e a prof. Ana Luisa Vilela
Olá amigos,
No dia 24 de setembro de 2013 foi inaugurado, em Vila Viçosa, o Memorial Florbela Espanca. Este Memorial reconstitui o local onde estava situada a casa onde nasceu a poetisa calipolense, demolida devido a intervenção urbanística realizada na década de 40 pelo “Estado Novo”. 
antes da demolição
Casa original
(fotos cedidas pela câmara Municipal de Vila Viçosa)
A concepção deste projeto levou em conta a acessibilidade e a mobilidade das pessoas, enquadrando-se arquitetonicamente entre as edificações existentes.

Nos deparamos com o vão de uma porta em mármore que é idêntico em proporção ao original da casa, é um “marco simbólico da casa onde nasceu Florbela Espanca”. Uma placa oferece aos transeuntes informações sobre o Memorial: descreve o local da casa, fala sobre a poetisa homenageada e sobre a sua obra, e traz o poema intitulado Deixai entrar a morte, da obra Reliquiae.
Portal em mármore escuro ruivina
No ensaio A paixão transbordante de Florbela Espanca falei sobre a importância de ter uma casa para a poetisa. Durante a sua vida, depois de casada, Florbela morou de favor na casa do pai, do sogro e de amigos. A epistolografia da poeta revela o quanto, vivendo em casa alheia, Florbela ansiava viver felizes na sua casinha: “Não sei o que esperas para alugar casas, dizes que a questão é eu ir, pois eu digo que a questão é ter lá um buraco por modesto que seja. Palácio ou tenda na praia, o que eu preciso é casa minha”, noutra carta a poeta diz: “Muito depressa arranja a nossa casinha seja como for. Na Foz ou no Porto ou em casa do Diabo”. Esse desejo pode ser observado expresso no poema A nossa casa:


A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
*
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que nesse mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
*
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
*
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro − tão bom! − dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...

Foi emocionante participar desta homenagem a Florbela Espanca, especialmente neste período no qual me debruço sobre a sua vida e sobre a sua obra na pesquisa do doutorado. Este portal de mármore negro é simbólico para mim também, pois, a dedicação à obra florbeliana tem me aberto muitas portas. * Agradeço as instituições que vem apoiando as minhas pesquisas: CAPES, FAPES, CNPq, a Universidade de Évora que me acolheu em Portugal, a Minha Universidade, a Universidade Federal do Espírito Santo) UFES, a Ester Vieira Abreu de Oliveira, minha orientadora, a Ana Luisa Vilela, co-orientadora, a Maria Lúcia Dal Farra, amiga e incentivadora e coordenadora do Grupo de Pesquisa do CNPq, aos amigos do Grupo de Pesquisa do CNPq, enfim, são muitos os agradecimentos... * Espero que passando por Portugal visitem Vila Viçosa, terra de Florbela Espanca e de muitas outras artes e belezas.
Renata Bomfim

Um comentário:

Luiz Bittencourt disse...

MOMENTO HISTÓRICO PARA PORTUGAL E EM ESPECIAL PARA VILA VIÇOSA TERRA DE FLORBELA. CONSTRUIR ESTE MARCO ONDE A ENERGIA DA POETA CIRCULOU E AINDA CIRCULA. É MUITO EMOCIONANTE ESTÁ AÍ NESTE LOCAL!!!
UM FORTE ABRAÇO SAUDOSO
LUIZ BITTENCOURT