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21/10/2013

VISITA AO MUDE: MUSEU DO DESIGN E DA MODA/ LISBOA


Olá amigos, estive no Mude, Museu do Design e da Moda, em Lisboa. O MUDE possui uma coleção que abarca cerca de dois séculos de artefatos de design e peças de vestuário. Para minha surpresa a primeira peça de design que eu vi, logo na entrada, foi uma cadeira vermelha e azul de 1918 (ela ganhou as cores apenas em 1923). A sua dimensão é 88x65x83com, é uma produção Cassino e o depósito foi feito pela fundação Calouste Gulbenkian. No ensaio fotográfico que fiz com a artista Dayse Resende ela teve a ideia de usar a cadeira, a "Lider interiores" loja de design e decoração (na minha cidade), tinha uma peça e nos cedeu.

Seguindo pelo acervo permanente nos deparamos com peças de vestuário da década de 30, 50, 80; com peças de meados do século XIX, quando a industrialização possibilitou que as peças passassem a ser produzidas em série e pôs em xeque, no campo das artes, a qualidade estética das produções. O clipes nasceu em 1849; o alfinete em 1849; a lâmina gilete em 1900; o fecho éclair em 1913, assim como o sutiã.
Entre as duas grandes guerras e mais adiante um pouquinho (1914- 1933) o movimento moderno demandou a criação de peças funcionais, e cada objeto passou a ser encarado como uma espécie de equipamento. 
Nos anos 20 a moda era dançar o charleston com vestidos curtos e leves que deixavam os braços e as pernas liberados para o movimento, os cabelos curtos  e lisos acolhiam chapéus criativos e os pescoços longos colares. 
No período entre guerras o estilo luxuoso da decoração persistiu com a Art Decó influenciado pelo Cubismo, pelo Construtivismo e pelo Futurismo.
O MUDE exibe uma garrafa de coca-cola de 1915; e tuppewares de 1945. A sociedade de consumo do pós-guerra levou os países industrializados a repensar o design a partir das novas demandas sociais e a madeira, as chapas de metal e com estruturas simplificadas se tornam uma forte tendência. Milão, na Itália, surgiu como um dos principais centros de design do mundo. As novas formas rejeitaram o Neoclassicismo fascista e emergiram orgânicas e sensuais.
Em 1950 nasceu a Bic Cristal, em 1946 o código de barras, entre 1954-58 os blocos Lego. No final da década de 60 optou-se por produzir objetos em um único material, tendência oposta à mistura de materiais da época anterior, o espírito Pop deu o tom nas artes plásticas e a diversão das formas e dos objetos seduziu mais que a sua funcionalidade. 
Em meados da década de 60 a moda de rua passou a influenciar os estilistas e a década de 70 despontou sob o signo da contestação e da experimentação. Multiculturalismo, ativismo, revolução sexual transpareceram nas produções da época marcadas pelo performático e pelo efêmero. As calças eram boca de sino, surgiram as maxi-saias, pondo em desuso a mini-saia, as estampas eram coloridas (hippie) e a maquiagem psicodélica, era momento da anti-moda. Em 1962 nasceu o vídeo-cassete, o disco compacto em 1970, o isqueiro Bic em 1972 (assim como eu), o Playmobil em 1974, e as latas de bebida em 1975. A partir da década de 80 emergiram formas ecléticas que abdicaram a rigidez, misturou-se padrões, cores, texturas, nasceu o ecletismo pós-moderno da geração yuppie, vestida por Giorgio Armani. Surgiram variadas tendências pessoais nascidas da investigação, tanto no design, quanto na moda e houve uma grande a variação de estilos. Novos matéria foram inventados como a micro-fibra, e o visual tornou-se leve e flexível. A contemporaneidade olha para o passado buscando, sem dogmatismos, aquilo que lhe apetece e inspira. Deparamo-nos com trabalhos de natureza hibrida, interdisciplinar, que escapam (e dispensam) classificação, o design desafia e instiga deixando espaços vazios para serem preenchidos pelo imaginário. Grupos se reúnem em coletivos, saberes ancestrais são recuperados e resignificados, há por parte de alguns artistas o compromisso social e ambiental. 

Bem, vale a pena visitar o Mude. os textos do catálogo são extensos, fiz esta compilação só para vocês terem uma ideia. Abraços desta amiga
Renata

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