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01/01/2014

O mundo de Florbela Espanca

Olá amigos, mais uma ano se inicia, 2014... 

Bem, para abrir o ano com chave de ouro penso na minha pesquisa de doutorado, estou na reta final... e posto para vocês algumas imagens do mundo florbeliano, um mundo que, por prazer, fiz um pouquinho meu, já se vão cerca de sete anos de pesquisa da obra de Florbela. Sou leitora da poetisa desde que me entendo por gente e uma de minhas grandes alegrias é apresentá-la a novos leitores.

Estas fotos foram tiradas na última viagem que fiz a Vila Viçosa, terra natal da poetisa, em setembro de 2013. Espero que curtam. Feliz ano novo!

Florbela Espanca (1894-1930).
Ouça o texto que eu escrevi e gravei sobre a "Vida e a obra de Florbela Espanca",
assim como a narração dos poemas de Florbela.
Imagem da Charneca de Florbela

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram, 
Almas iguais à minha, almas que imploram 
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede, 
Pedindo a Deus a minha gota de água!


Busto em homenagem a Florbela Espanca, que fica em frente ao Teatro Florbela Espanca, na avenida principal de Vila Viçosa.
Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, nessa igreja Florbela Espanca foi batizada. Ao lado da igreja fica o cemitério e , logo na entrada, o túmulo de Florbela.

Minha Terra

Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viu o mar
Onde tenho o meu pão e a minha casa...

Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folha... a dormitar...
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra mourisca a arder em brasa!

Minha terra onde meu irmão nasceu... 
Aonde a mãe que eu tive e que morreu, 
Foi moça e loira, amou e foi amada...

Truz... truz... truz... Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite... 
Terra, quero dormir... dá-me pousada!


Pia de batismo da igreja, não estou certa se foi aí que a poeta foi batizada.
Interior da igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Memorial que marca o local da casa onde Florbela Espanca nasceu.  Confira o nosso post
"Memorial Florbela Espanca", 
Casa onde viveu Florbela Espanca, geralmente confundida com a casa onde a poetisa nasceu.

A Morrer
Inspirado na poetisa portuguesa Florbela Espanca, A MORRER é um curta metragem de 15 minutos. Trata-se de uma colagem de poemas, trechos da sua obra em prosa, correspondência e diário numa livre adaptação baseada nos livros: Afinado Desconcerto (contos, cartas, diário) e Poemas de Florbela Espanca ambos organizados pela escritora e poetisa paulista, Maria Lúcia Dal Farra. Que participou no curta, recitando os poemas de Florbela. Essa "bricolagem" foi arranjada com a intenção de pontuar várias fases da vida da poetisa, cuja voz foi dada por suas obras.

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