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12/03/2014

Metafisica do amarelo ou o segredo revelado

Somos ignorantes
(até de nós mesmos).
Podemos entender o mistério da vida?
Bem-aventurados aqueles que
sorriem para as borboletas, pois,
conhecem a sinfonia das cores.
Van Gogh desenvolveu
a metafísica do amarelo,
aplicou a filosofia cromática do azul,
pintou dia e noite o numinoso,
constelou utopias!
Foi admirando a noite estrelada
que ficou louco, embriagado do Todo.
Van Gogh se perdeu na beleza!

Somos ignorantes da terra
e de todos os seus movimentos.
A formiga mais miúda sabe,
e por saber, sonha...
A larva ingressa na senda,
se eleva do chão,
inventa asas...
O homem mais sábio não imagina
que os sapos coloriram papiros,
escreveram hieroglifos invisíveis
nas colunas dos templos.
Os gafanhotos não foram praga, mas,
a maior bênção do Egito!

As árvores são mestres ascensos.
Elas conhecem como ninguém
a história da humanidade:
Viram o homem brotar de um bulbo,
viver feliz por quase a eternidade.
Mas, este disse: ― Sou gente!

esqueceu que é da família da cebola,
da batata, da tulipa, do jacinto-uva.
As árvores são testemunhas da queda
dessa raça orgânica, esquizofrênica e 
delirante, que sonha  com um céu estratificado, 
sem perceber que o céu é a terra
pintada de azul, salpicada de amarelos e lilases. 

O vento não admite divisões,
sua doutrina é a vertigem,
sua bandeira, a liberdade.
O vento faz amor comigo,
Penetra as minhas narinas,
engravida de impossíveis
o meu ventre ilimitado,
fez de mim mãe do infinito, do Caos.

Viril, potente,tremendo!
Depois de me amar
o vento sopra saudades,
convoca as águas para me consolar.
Águas que são amor, bondade...
águas que amo e que sou:
águas...
As águas se comunicam com as formigas,
regam as asas da borboleta sob o azul e o amarelo.
A economia espiritual do mundo exige
que eu use uma paleta plural.

Somos ignorantes do fundo do mar.
A profundeza verdenegrecida
grita cortada pelo horizonte...
Há uma fenda no mar!
O peixe adere à correnteza
estética-poética: escreve sonetos.
É como se Deus feito água, luz,
formiga miúda, vento, eu-tu, bulbo,
terra, gás, e todo o que, mesmo parado
se movimenta, se dissolvesse:
Aquarela.



*RB, 15-2-2014

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