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12/08/2014

La eterna fugacidad femenina (Pedro Sevylla de Juana)

Oigo el relincho de este cálido soplo
que viene del Sur y en el Olimpo de los dioses
el disperso Eolo llamó Noto.

Eres tú,
inicial
preliminar,
quien llega diáfana y rosada,
niña estremeciendo
la inexperiencia humana,
alazán el viento,
cabalgando rauda.

Ya estás ahí:
en tu día recién amanecido,
primavera de las ansias
con la esperanza sin límites,
empujando la puerta
que desde el jardín abre la casa.

Tu destino es ser
herramienta esencial
de la naturaleza:
fuente, arroyo, río de la vida;
hilo firme
en la costura de la espera.

Entre confiada y tímida,
sonríes al espejo del pasillo y el espejo
te sonríe adolescente
doncella de sonrisa límpida
de mirada trasparente
cristalina.

Me hablan los ojos reflejados
preguntando
si me atraen:
la frente altiva de tu rostro núbil,
la boca fresca,
el néctar de la lengua y esos labios
traviesos
sabrosos
frutales
entregados.

Sí, respondo:
me atraen tanto
tanto
como las estrellas que en el cielo centellean,
como la calistenia de las inquietas mariposas,
como el discontinuo rumor
de las incansables olas;
y mi mente busca mil razones
para sosegar el corazón bruscamente sacudido,
que intenta salir por la garganta angosta.

Ríes y el espejo ríe,
ríen tus ojos
a mis ojos la luz del Sol radiante;
me deslumbran,
los cierro y al instante
vuelvo a abrirlos
temeroso de no hallarte.

El espejo ríe aún
con tu risa, cuando abres
la puerta entornada del jardín,
despliegas tus alas de mujer madura
subes a los etéreos lomos de ese viento cálido
soplas en la mano extendida
un beso abierto
húmedo,
profundo
largo;

y te vas.



A eterna fugacidade feminina
                                   (Tradução feita pelo autor)
Ouço o relincho desse cálido sopro
que vem do Sul e no Olimpo dos deuses
o disperso Eolo chamou Noto.

És tu,
inicial
preliminar,
quem chega diáfana e rosada,
menina estremecendo
a inexperiência humana,
alazão o vento,
cavalgando rápida.

Já estás aí:
em teu dia recém amanhecido,
primavera das ânsias
com a esperança sem limites,
empurrando a porta
que desde o jardim abre a casa.

Teu destino é ser
ferramenta essencial
da natureza:
fonte, arroio, rio da vida;
fio firme
na costura da espera.

Entre confiada e tímida,
sorris ao espelho do corredor e o espelho
sorri-te adolescente
donzela de sorriso límpido
de olhar transparente
cristalino.

Falam-me os olhos refletidos
perguntando
se atraem-me:
a frente altiva de teu rosto núbil
a boca fresca,
o néctar da língua e esses lábios
travessos
saborosos
suculentos
entregados.

Sim, respondo:
atraem-me tanto
tanto
como as estrelas que no céu cintilam,
como a calistenia das inquietas borboletas,
como o descontínuo rumor
das ondas que morrem na praia;
e minha mente procura mil razões
para sossegar o coração bruscamente sacudido,
que tenta sair pela garganta angusta.

Ris e o espelho ri,
riem teus olhos
a meus olhos a luz do Sol radiante;
deslumbram me,
fecho-os e ao instante
volto a abri-los
temeroso de não te vir mais.

O espelho ri ainda
com teu riso, quando abres
a porta encostada do jardim,
despregas tuas asas de mulher madura
sobes aos etéreos lombos desse vento cálido
sopras na mão estendida
um beijo aberto
úmido,
profundo
longo;

e te vais.

PSdeJ

Biografia:
Pedro Sevylla de Juana nasceu em plena agricultura, lá onde se juntam La Tierra de Campos e El Cerrato, Valdepero, província de Palencia, em Espanha; e a economia dos recursos à espera de tempos piores ajustou o seu comportamento. Com a intenção de entender os mistérios da existência, aprendeu a ler aos três anos. Aos nove iniciou seus estudos no internado do Colégio La Salle de Palencia; cursando em Madrid os superiores. Para explicar as suas razões, aos doze se iniciou na escrita. Cumpriu já os sessenta e oito, e transita a etapa de maior liberdade e ousadia; obrigam-lhe muito poucas responsabilidades e sujeita temores e esperanças. Viveu em Palencia, Valladolid, Barcelona e Madrid; passando temporadas em Genebra, Estoril, Tânger, Paris e Amsterdã. Publicitário, conferencista, tradutor, articulista, poeta, ensaísta, crítico e narrador; publicou vinte e trés livros e colabora com diversas revistas da Europa e América, tanto em língua espanhola como portuguesa. Trabalhos seus integram seis antologias internacionais. Reside em El Escorial, dedicado por inteiro às suas paixões mais arraigadas: viver, ler e escrever. www.sevylla.com


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