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30/12/2014

Feliz 2015! São os votos dessa poeta e amiga

Amigos leitores e amigos do Letra e fel, 
Fecho esse ano de produção no Letra e fel, (nosso blog que completará 8 anos em janeiro) com o poema A tupiniquim que me habita. Obrigada pelos comentários, pela companhia literária e amiga, que possamos continuar trabalhando pela literatura e, especialmente, difundindo a poesia.
Esse poema que trago para vocês foi publicado pela primeira vez em 2012 na Antologia Escritos de Vitória nº 28, que comemorou os 461 anos da nossa querida Ilha de Vitória. 
Tive a alegria e a honra de ler esse poema no X Festival Internacional de Poesia de Granada, e de falar dessa Ilha e do seu povo para os poetas do mundo. 
FELIZ 2015!

A tupiniquim que me habita

À memória dos índios que habitaram a ilha de Vitória antes da colonização portuguesa, e para aqueles que, ainda hoje, resistem à opressão e lutam pela cidadania. 

Há dentro de mim uma noite arcaica,
Cujas trevas quase podem ser apalpadas.
Há também uma floresta densa,
Onde as árvores fazem colóquios.
Dessa escuridão ouço ecos de vozes, sussurros.
O meu corpo estremece com a batida de um tambor,
Não posso ignorar essa cadência que faz de mim quem sou.

O sangue espiritual de um povo carrega 

O registro da história de sua resistência. 
Vi se chocarem dois mundos.
Vi colidirem crenças e tradições.
Vi a terra banhada em sangue. 
Vi cortejo de ladrões levarem para longe, 
Além do ouro e da madeira, a fé, a esperança e a alegria... 
Todos esses registros estão dentro de mim. 

Habita o meu abissal uma índiaTupiniquim
Com cabelos serpentinos e olhar de âmbar. 
Suas mãos sabem fazer unguentos, 
Curam mágoas seculares, ressentimentos, 
À noite, devolvem a coragem ao guerreiro. 
Quando eu cuido de um pássaro que caiu do ninho, 
Ou defendo um animal como se meu filho fosse, 
Não sou eu, é ela, a índia de canto doce...

Todo capixaba traz um índio dentro de si,
Que lhe impele a resistir à opressão. 
Esse ente faz com que sejamos singulares, especiais... 
Precisamos aceitar essa marca de Caim 
(passaporte dos livres...) 
Ser capixaba é ser herdeiro desse povo combatente 
É ser presença, é ser presente, é ser porvir...


La Tupiniquim que me habita

En recuerdo de los indios que poblaron la isla de Vitória (ES) antes de la colonización portuguesa y durante ella: y para aquellos que, aún hoy, resisten la opresión y luchan por la ciudadanía. 


En mi interior duerme una noche arcaica
Cuyas tinieblas casi pueden palparse.
Crece también una espesura densa,
Donde los árboles organizan coloquios.
De esa oscuridad oigo ecos de voces, susurros.
Mi cuerpo se estremece con el batir de un tambor,
No puedo ignorar ese ritmo que hace de mí quién soy.

La sangre espiritual de un pueblo porta
El registro de la historia de su resistencia.
Vi chocar  dos mundos. Sentí el embate de creencias y tradiciones.
Vi  mi tierra bañada en sangre.
Descubrí el cortejo de ladrones llevándose muy lejos,
Con el oro y  la madera, la fe, la esperanza y la alegría…
 Todos esos registros permanecen dentro de mí.

Habita mi profundidad marina una india Tupiniquim
de cabellos ondulados y ambarina mirada.  
Posee habilidades para preparar ungüentos,
Cura pesadumbres seculares, resentimientos,
En la noche, devuelve el arrojo al guerrero.
Cuando curo un pájaro que cayó del nido,
O protejo a un animal como si fuera mi hijo,
 No soy yo, es ella, la india de cántico dulce…

Cualquier capixaba refugia un indio en su interior,
 Que le impulsa a oponerse a la esclavitud.
Ese ente posibilita que seamos singulares, especiales…
Necesitamos aceptar esa marca de Caín
(salvoconducto de los libres…)
Ser capixaba es ser heredero de ese pueblo luchador
Es ser presencia, es ser presente, es ser lo venidero…





 (tradução para o castelhano por Pedro Sevylla de Juana)

2 comentários:

lia noronha disse...

Imensidão

Já pontuei a vida
com três pontos insolúveis
a espada da luta diária
a origem consagrada da fé
e a imensidão do amor em viver
Lia Noronha

Meiqing Xu disse...

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