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19/02/2015

o avesso de uma mulher

vou falar da mulher
que seus olhos não podem ver,
da mulher ao avesso
com órgãos encapados de lilases.
Mulher coração em sinfonia
embora magoado,
traído pela ilusões,
encerrado numa caixa de papelão.
O avesso é um grande bazar
onde as partes, à venda,
são o barato do barato:
epifania da liquidação.
Vou falada da mulher que sou,
coisa estranha que não se entende
coisa, coisa, coisa que capta
o soluço de uma borboleta.
Por que me foi permitido enxergar o futuro?
Por que ouço as entranhas do planeta?
Por que as árvores estendem os galhos
para que eu as salve de mim mesma?
Essa humanidade que me assombra,
esse avesso do avesso, do avesso desbotado,
essa sou eu, leitor, a mulher, uma mulher,
mulher... células organizadas para a batalha
pela vida, canto errante, canto errado,
desafinada hasta la muerte.
Te amo! sussurro,,,
Te amo! 
mas o homem não tem ouvidos para ouvir.
Tenho sede! imploro água nas casas, peço abrigo
nas cidades, estendo as mãos vazias e... nada:
Não há boca, nem rins, ou casas nas cidades fantasma.
Te amo! gritam meus rins,
Te amo! a epiderme se estende para que passem
todos os arrepios, os soluços...
vou fala da mulher 
que não sou.

*RB. Vitória, 19-02-2015

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