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07/10/2015

Domingos Martins, um poeta capixaba

SONETO

Meus ternos pensamentos, que sagrados
me fostes quase a par da Liberdade,
Em vós não tem poder a iniqüidade;
À esposa voai, narrai meus fados.

Dizei-lhe que nos transes apertados,
Ao passar desta vida à eternidade,
Ela d'alma reinava na metade
e com a Pátria partia-lhe os cuidados.

A Pátria foi o meu númen primeiro,
A esposa depois o mais querido
Objeto de desvelo verdadeiro;

E na morte entre ambas repartido,
Será de uma o suspiro derradeiro,
Será de outra o último gemido.



                   Extraído de SONETOS BRASILEIROS Século XVII– XX. 

                   Colletanea organisada por Laudelino Freire.  
                   Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cie., 1913

DOMINGOS JOSÉ MARTINS
(09.05.1781 – 12.06.1817)

Domingos José Martins nasceu no sítio Caxangá, nas proximidades de Itapemirim, no estado do Espírito Santo. Hoje esse local pertence ao município de Marataízes. Filho do capitão de milícias Joaquim José Martins e D. Joana Luíza de Santa Clara Martins, prima do marido e nascida na Bahia. O capitão comandava o “Quartel”, quase em frente à Ilha das Andorinhas, ao sul de Marataízes, ali localizado para fiscalizar e impedir o desembarque clandestino de africanos. 

Depois de dar baixa da carreira militar, passou a exercer atividade comercial em casa assobradada na antiga rua das Flores. Iniciou os estudos primários na capital do estado do Espírito Santo, completando a sua formação, posteriormente, em Portugal. Seguiu para Londres, onde se empregou na firma portuguesa Dourado Dias & Carvalho, chegando a condição de sócio do mesmo estabelecimento comercial. 

Na Revolução de 1817, emergiu de maneira brilhante e singular. Pelas próprias circunstâncias de sua vida, era homem dono de grande capacidade de resolução. Os que na época trataram com ele, pintam-no amigo do mandar e do gastar, ambicioso e afável. Maçom, fizera em Londres amizades nos ambientes liberais e um de seus amigos mais próximos foi o general Miranda, que lutara na guerra da Independência dos Estados Unidos, vindo da França com as tropas de Dumouriez. Miranda participara também de uma tentativa de emancipação da Colômbia em 1805, sufocada pelos espanhóis, e seu sonho somente se concretizou com Simón Bolivar, ao mesmo tempo em que ele morria no cárcere, na Espanha.

 Inegavelmente, Martins foi um observador inteligente que percebeu a evolução das idéias liberais na Europa e bem compreendeu as aspirações particularistas latino-americanas. Pernambuco deveria ser para ele um capítulo glorioso de todo esse grande processo.

Derrotado, foi preso e enviado à Bahia, sendo fuzilado em 12 de junho de 1817, no Campo da Pólvora-BA, hoje conhecido como Campo dos Mártires. Domingos José Martins foi homenageado pela Polícia Civil do Estado do Espírito Santo que o escolheu como patrono.

Bibliografia
• Revista do IHGES - Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo N° 60 - Anual (dez. 2005). Vitória
• Memórias Históricas da Revolução de Pernambuco. in: Documentos Históricos, Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional do Brasil, 1995.
(fontes 1 e 2)

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