* Hello, my friends! welcome to letra e fel! If you like this space, please share it with your friends.
* Dzień dobry, drogi czytelniku, witaj w blogu Letra e Fel! Dziękujemy za wizytę. Jeśli nasz blog ci sie spodobał, poleć go swoim znajomym.
*!Hola! , amigo lector. Sea bienvenido y si le gustó mi blog, recoméndelo a sus amigos!
*Cher lecteur, soyez le bienvenu! Veuillez conseiller notre blog à vos amis si vous l'avez aimé. Merci beaucoup!

05/03/2016

Até quando serão caladas vozes mais esclarecidas? Berta Cáceres, líder indígena e ambientalista hondurenha foi brutal e covardemente assassinada

Amigos,  
O Colóquio das árvores teve início com o poema "Fantasmas da esperança", poema que é um grito de alerta para que não nos esqueçamos de nossos mártires e trabalhemos para que outros lutadores dos direitos humanos, dos animais e da natureza não tenham o mesmo destino. 


Agora, foi assassinada Berta Cáceres, líder indígena e ambientalista hondurenha. Os covardes invadiram a casa da ambientalista, a mataram e feriram ao seu irmão. Berta lutava contra o avanço das hidrelétricas e exploradoras de minérios sobre os territórios indígenas. Que a justiça seja feita e que os assassinos pagem por esse crime. 



Nesse momento incluo o nome dessa mulher valorosa e guerreira no poema "Fantasmas da Esperança" que passará a ser lido assim:



Deixemos Deus sossegado
e colhamos as vinhas da nossa ira.
Soem trombetas
Acordem liras
Pois não existe céu além deste que
conhecemos e poluímos.
Homens, até quando 
a terra será encharcada
com o sangue dos teus irmãos?
Até quando morrerão  índios,
negros, mulheres, crianças,
bastardos e desempregados, 
e uma leva de outros seres subalternizados?
Por que não conseguimos enxergar
que o rosto desfigurado 
do homem e da mulher
sem nome, sem casa e com fome
é o meu e o seu rosto, é o nosso rosto?
Porque não aceitamos que 
esse homem e essa mulher são, também,
a flor que arrancamos, 
o animal que assassinamos
as árvores que deixamos cair...
Até quando o ferro e o fogo
calarão vozes mais esclarecidas?
E no lugar das árvores 
sejam plantadas as sombras 
dessas existências perdidas?
Morreu Paulo Cesar Vinha,
Chico Mendes, Maria do Espírito Santo,
Berta Cáceres,
Dorothy, irmã querida, 
morreu José Cláudio Ribeiro da Silva,
defendendo as castanheiras 
e a nossa humanidade.
Tantos outros também partiram 
traídos pelos seus.
Exército de vencidos 
que se levantará um dia
ainda mais forte, pois,
existem coisas que não se pode matar: 
a Fé, a Esperança, a Revolta, a Justiça!
Esta é a hora de nos inspirarmos 
nos fantasmas da esperança, para que
as gerações futuras possam descansar, ter 
ar, água, lugar de existência.
Nós nos perdemos no labirinto 
da modernidade ourobórica,
construída com armas tecnológicas.
Não temos, mas, ainda buscamos,
alguém ou algo que nos salve 
de nós mesmos.

Nenhum comentário: