* Hello, my friends! welcome to letra e fel! If you like this space, please share it with your friends.
* Dzień dobry, drogi czytelniku, witaj w blogu Letra e Fel! Dziękujemy za wizytę. Jeśli nasz blog ci sie spodobał, poleć go swoim znajomym.
*!Hola! , amigo lector. Sea bienvenido y si le gustó mi blog, recoméndelo a sus amigos!
*Cher lecteur, soyez le bienvenu! Veuillez conseiller notre blog à vos amis si vous l'avez aimé. Merci beaucoup!

09/04/2016

Um olhar sobre o poemário "Colóquio da árvores", por Fábio Mário da Silva, USP/CLEPUL



         O lexema “colóquio”, contido no título deste livro de Renata Bomfim, significa “conversação”, ou “palestra entre duas ou mais pessoas”. O adjunto adnominal “das” referido às “árvores” parece restringir este diálogo apenas aos elementos da natureza. Contudo, esta obra não se resume a isso, pois o título deste conjunto de versos aponta uma inclinação poética inerente à autora ou até mesmo uma estratégia literária que, conscientemente ou inconscientemente, vem indicar um tema fortemente marcado em sua escrita: a ecologia – assunto contido em obras anteriormente publicadas por Bomfim (Mina e Arcano Dezenove). Esta consciência ecológica desemboca em temas e subtemas como, por exemplo, a origem do cosmo, do ser humano, da essência dos elementos e da inspiração poética, daquilo que é místico, primevo e erótico.
            Na poética de Renata Bomfim, tudo conflui para um retorno às origens, através de um canto de louvação, seja ele da terra mãe e da linguagem poética, seja ele dos mistérios cósmicos. Há em Colóquio das Árvores uma certa maturação em relação ao seu próprio labutar poético, bem como uma gama maior de reflexões sobre o feminino, em comparação com as outras obras publicadas pela autora.
Esta obra, creio, se configura como uma leitura obrigatória àqueles que se sentem inclinados para um tipo de poesia que procura, frequentemente, suscitar a relação entre sujeito poético e natura, visto que aqui tudo o que se fala tem intenção de tratar de um certo conjunto de forças que regem o universo, da relação entre o reino vegetal e o animal com a função poética, buscando-se hamonizar com tudo o que canta no intuito de “reencontrar na poesia/ O elo perdido /Quer religar com firmeza /Tudo o que se rompeu” (Bífida), constituindo-se, em muitos poemas, como uma exemplar amostra de um tipo de ecopoesia.

Fabio Mario da Silva
Pós-doutorando da Universidade de São Paulo

Pesquisador do CLEPUL- Univ. de Lisboa

Nenhum comentário: