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30/06/2016

A CRIAÇÃO ( por Pollyanna Felberk Rocha)

Ele foi criado esculpido em mármore branco por Michelangelo, nasceu das águas junto à Vênus de Botticelli. Mas em seus olhos esverdeados foi capturado o brilho das estrelas. Melancolia. Solidão. Tinha aquela expressão de alguém que nascera para ser feliz, e sofria. Era puro, jovem. Inconstante. Seu sorriso quase não aparecia. Faltava algo. Talvez estivesse perdido por aqui. Talvez. Ele sempre foi meio termo. Nunca completo, metade. Planetas distantes transladavam ao seu redor em órbita elíptica. As pálpebras fechadas não o permitiam ver que era o centro do universo. Poderia ter sido cegado por seu próprio brilho alguma vez e por isso não enxergava mais a própria luz. Sentia-se apagado. Era sol. Estrelas. Lua. Astros. Era mar. Correnteza. Suas ondas iam e vinham, suas lágrimas salgadas misturavam-se em seu oceano de sentimentos. Um coração tão grande necessitara de ser arrancado do peito. Tinha cicatrizes, muitas. Olhando assim de longe, mais parecia um anjo. E ao cair trouxe em suas costas e outra terça parte das estrelas do céu. Anda sem rumo por não saber que caminho tomar. De pés descalços, já não aguenta mais correr. Deixe estar. Um dia vou em sua direção. Ele ainda chora em silêncio. Ele ainda sofre em silêncio. Não sabe descrever o que sente, porque sente muito. O peso é grande demais e cai constantemente. O seu azul é maior que o mundo. Verde, lilás, branco. Celeste. E divino. Tem aura de criança inocente. Tenta crescer, mas o amor o sufoca e não germina. Sente medo. Dor. Angústia. Sofre com a distância. Distância da felicidade. Mas é sereno e sorri. Ah, e aquele sorriso. Discretamente toma espaço onde quer que seja. Conquista. Doce demais para palavras tão amargas. Doce demais para tanto sal colocado em suas feridas. Ele sangra. Ainda hoje ele sangra. Tento transformar seu vermelho em cinza. Sua dor em satisfação. Ele está lá. Só. Mas estou aqui, com ele. Mesmo que ele não saiba. E eu o vejo com os pés plantados em grama verde e úmida de sereno. O peito nu tem temperatura de sol, mas é a lua que mostra sua face para ele. Os raios prateados banham sua pele alva. Tão alva. Ele fecha os olhos para sentir a carícia da brisa em seus cabelos. A natureza o ama, e eu também. Ele sorri, um sorriso terno. Um sorriso com a alma, sua alma tão bela. Talvez voltará para mim. Ou talvez esse seja apenas mais um começo. As estrelas saúdam sua presença. Ele é rei, astro e Estrela. Ele é Iluminado. Mas pode chamar de Lucas.

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