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02/01/2017

A Revista Literária Letra e fel completa 10 anos!

"A escritura faz do saber uma festa!" afirmou Roland Barthes, concordo e abro mão do "rigor" que engessa a criatividade e do esnobismo intelectual. Nosso objetivo sempre foi e continuará sendo o fomento da literatura e o compartihamento de textos, ideias, hipóteses, enfim, o diálogo, aos moldes do que propôs o meste Mikhail Bakhtin. SEJA BEM VINDO A FESTA!
Renata Bomfim

O  site Letra e fel nasceu em janeiro de 2007, fruto do meu desejo de compartilhar textos, ensaios, artigos e, especialmente a minha produção poética, que na época ainda não ainda sido publicada em livro. Essa ânsia de diálogo literário fez com que, no decorrer desses anos o blog, que era estritamente pessoal, se abrisse para amigos escritores do Brasil e de outros países como Estados Unidos, Nicarágua, Argentina, Uruguai, Porto Rico, Venezuela, Espanha, entre outros.

Nesse momento não posso deixar de agradecer a Pedro Sevylla de Juana, tradutor dos meus poemas para o castelhano, a Francisco de Asís Fernandes e Glória Guabardi, que me facilitaram novas possibilidades de diálogos com poetas de variados países, a amiga e confreira da AFESL Ester Abreu e a Francisco Aurélio Ribeiro pelo diálogo estreito e apoio, aos amigos do IHGES e do CNPq e a Maria Lúcia Dal Farra pelos 10 anos ininterruptos de pesquisa da obra de Florbela Espanca, as pesquisadoras e amigas Ana Kalenska, da Universidade de Varsóvia, e Ana Luisa Vilela, da Uévora, em Portugal, pelo apoio precioso sempre. Sou grata a Luiz, meu marido, por valorizar meus escritos e compreender que escrever requer tempo, abnegação e na maioria das vezes exige a hibridação e a transmutação de nós mesmos. Não poderia deixar nunca de agradecer aos queridos leitores de variadas partes do mundo, muitos deles chegam a esse espaço não sei como e acessam a sua linguagem, via criatividade, mostrando que a poesia rompe qualquer barreira. Meu mantra nesse momento é OBRIGADA!

Existem muitas formas de experiência. Acredito que explorar as palavras, seus significados e sentidos são uma das mais bonitas formas de experienciar a vida. Ultrapassar o campo minado da mera informação, muitas vezes tão carregado e sujeito a ideologias que não estão implicadas com a alteridade e o devir, propício ao emparedamento, é uma potência da literatura. Seguimos na defesa da amplificação dos sentidos...

Assim como muitos brasileiros, eu enfrento as dificuldades de viver em um país que passa um momento de grave crise (de variadas ordens). Caminhamos com dificuldades, amargamos algumas desilusões, mas não cedemos à desesperança, persistimos investindo na cultura, escrevendo, publicando livros, pois, acreditamos que a cultura, especialmente a leitura, que é uma prática social, contribui para com o desenvolvimento social e da cidadania. Nesse momento em que, tantos nós, quanto variados países necessitam reafirmar o seu compromisso com a democracia, a leitura torna-se vital, pois, uma sociedade só pode se considerar democrática se estiver aberta ao diálogo e tiver suas bases firmadas no respeito à diversidade. 

Sinto alegria de, durante esses anos de produção, ter alinhado a minha escrita poética com questões que fazem sentido dentro do meu coração, voltando o olhar para o questionamento de variadas "verdades" e ainda, há a satisfação de emprestar a voz a outras subjetividades. Sigo nadando contra a correnteza, mas, experimentando momentos de grande doçura no contato com os amigos escritores, com os leitores e críticos. Nessa "Bodas de zinco" entre mim e esse humilde espaço literário, reafirmo meu compromisso de fazer liga com outros metais, ou seja, continuar parceriando na esperança de outros dez anos.

Abraços,
Renata Bomfim 

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