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01/01/2018

Beatriz Monjardim Faria Santos Rabelo, uma autora singular (por Beatriz de A. Santos)

Nos livros a gente derrama as nossas lágrimas,mas na vida a gente é feliz! Beatriz Monjardim Os poemas são tristes, mas a autora é feliz!Beatriz Monjardim



Beatriz Monjardim Faria santos Rabelo, nasceu na cidade de Santa Leopoldina- ES,a mesma descende da família Monjardim. Ainda criança se muda para a capital ( vitória) juntamente com sua família, aonde tem sua formação educacional no colégio americano batista de Vitória.
     A autora escreveu sua primeira poesia aos 11 anos, Beatriz possui quatro livros, sendo estes: Na encruzilhada dos sonhos, despetalando saudades, sementes dos sonhos e floradas de inverno. Sua escrita se dá por meio de sonetos, os quais são permeados de versos que expressam a educação cristã que a autora recebeu, a forma da mesma ver a vida, histórias da sua própria vida, dores que são transformadas em versos, etc…
    Além dos livros, Beatriz possui outras publicações as quais ocorreram nos jornais de grande circulação no estado, A Tribuna, A Gazeta, possui também participação no livro  À Sombra do arco-íris, do escritor Malba Tahan. Essa singela mulher ganhou diversos prêmios, dentre eles a medalha de honra ao mérito Cora Coralina pela Academia feminina espírito santense de letras, a qual ela faz parte ocupando a cadeira nº 24.
    Beatriz Monjardim, além de escrever também pinta quadros, sendo de sua autoria os retratos dos ex-presidentes da caixa econômica de Vitória. É importante ressaltar que a pintura dos quadros é um hobbie da autora.
      A escrita de Beatriz Monjardim traz uma leveza e emoção, a autora coloca no papel a dor da alma de uma forma que o leitor se identifica com os escritos da mesma devido a sua profundidade no conteúdo, singeleza nas palavras.
       Seus sonetos são compostos de versos que expressam sua fé, visão da vida, desalentos, sonhos, esperanças e desesperanças.
Na obra floradas de inverno, um dos sonetos foi intitulado de “Coração Inquieto”, o qual a autora expressa sua fé, ele diz o seguinte:

O meu Coração inquieto
Palpita dentro do peito
Em busca de um puro afeto,
Em busca de um amor perfeito

Dos filhos, tenho a afeição;
Dos netos, quanto carinho!
Mas meu pobre coração
Ainda é triste, sozinho…

Nos braços do meu amado
tenho amor, tanta ternura,
Um amor apaixonado
Que há muito tempo perdura.

Mas meu coração inquieto
Ainda suspira e palpita
Por um sublime afeto,
Uma paixão infinita

Esse amor e esse desejo
Ardentes que me consomem
Não acharei nem no beijo
E nem nos braços de um homem

No abraço aberto da cruz
Encontro amor sem igual…
O Nazareno, Jesus,
O meu amor imortal!
                                                     Beatriz Monjardim
       Neste soneto, a autora ressalta a necessidade de um afeto, um amor perfeito o qual não consegue encontrar em nenhuma outra pessoa a não ser Cristo.
     Em outro soneto ela fala sobre a angústia, tristeza, desesperança, sentimentos comuns a todo ser humano, e da sua esperança de “ver” o olhar de Jesus, sabendo que este lhe traria esperança e conforto. a Autora também afirma que Ele è o caminho, a verdade e a Vida, o que remete a passagem bíblica de João 14:6, que diz: Assegurou-lhes Jesus: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.
Outra passagem do soneto remete ao  texto de Apocalipse 21:4, o qual diz: Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.  
Esse soneto diz o seguinte:

Em tuas mãos

Perdoa-me Senhor, se ainda Choro,
vergada ao peso da desesperança...
Aflita, ergo as mãos aos céus e imploro:
Não sei me ouves… Se minha voz te alcança.

Quisera ver de novo o teu olhar
Buscar o meu, tão terno e compassivo
Todo o meu ser se abrasa ao recordar
Aquele sonho em que Te vi, Tão vivo!

Sei que é o Caminho, a Verdade e a Vida!
Que hás de curar toda  dor, toda ferida…
E que, dos tristes, hás de enxugar o pranto.

Deponho em tuas mãos, minha tristeza;
Ofereço-te estes versos, na certeza
De que aceitas meu louvor neste meu canto.


     No livro “Despetalando saudades”, Beatriz Monjardim escreve sobre sua Terra, Santa Leopoldina, a autora descreve como a mesma é geograficamente, os encantos presentes neste lugar e o amor que ela possui por essa terrinha localizada ao sul do estado do Espírito Santo.Nos seus  singelos versos ela escreve o seguinte:

Minha Terra
Eu sou filha das montanhas:
-Terra de verdes colinas,
Profundos e lindos vales,
Minha Santa leopoldina.
Teu rio, o Santa Maria,
Desce das serras cantando
Sua eterna melodia...
(...)
No quiosque da pracinha,
Uma banda musical
Com Valsas te embala á noite
Estimula tuas tardes
Com o hino nacional…
(...)
Esta imprevista homenagem,
Ah, eu sei muito bem,
Não me prestou tua gente,
Mas meu coração presente,
Foi minha terra que quis!
Cantava o vento nas matas…
Rolava o rio feliz…
-Olhem, voltou Beatriz!

Ainda sobre a obra despetalando saudades, Beatriz Monjardim, surpreende seus leitores com duas poesias nada esperadas, sendo elas sobre o piloto de fórmula 1, Ayrton Senna e outra sobre a copa de 94. Na poesia sobre Ayrton Senna a autora fala sobre quão admirável e capaz era o piloto nas pistas de corrida; sobre a copa de 94, ela descreve como o Brasil era merecedor do título e de como o povo deveria vibrar com os jogos, mas também faz uma alerta de que o país não deveria ficar apenas no âmbito do futebol, mas também ganhar o título de tetra contra a corrupção, fome, violência e miséria. O poema sobre a Copa diz o seguinte:

Vai lá, Brasil!

Levanta, brasil!
Decola!
Aproveita esse momento lindo.
Que teus filhos veste
De verde e amarelo!
Esquecem o dia a dia tão sofrido,
Vão pelas ruas cantando e sorrindo…
(...)
Vai lá, Brasil!
Com garra e raça!
Ganha esse “tetra” contra a corrupção
Contra a fome, a violência e a miséria.
Luta, Brasil, por essa nova taça.
      
     Sobre Ayrton Senna, a autora escreve o seguinte:

Para Ayrton Senna, o “piloto da chuva”
Não choveu nesse domingo .
O dia amanheceu festivo;
Um desses dias que me faz mais vivos.
(...)
Choveu rosas, hoje, no teu caminho…
Uma longa estrada florida,
Lentamente percorrida,
Pelo nosso campeão;
Que o tira da nossa vida,
Mas fica no coração!
Eterno Poli Position,
Quanta alegria nos deste!
Agita a nossa bandeira,
No alto Podium Celeste!

Beatriz Bomjardim traz versos que tocam a alma e encantam  seus leitores, através dos seus sonetos e poemas trabalha os mais diversos temas presentes na vida de todo ser humano, é possível ao leitor se identificar com os versos da autora, pois a distância entre autor/leitor, presente em muitas obras, não se dá nos escritos de Beatriz Monjardim Faria Santos Rabelo.

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